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O mundo é como um malmequer, O vemos, mas não pensamos nele Porque pensar é não compreender... O mundo não se fez para pensarmos nele Mas para olharmos pra ele e estarmos de acordo


























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Idiossincrasia
por Térence Veras e Pedro M. Mahfuz
14.5.09

Tentando explicar o que não tem explicação

Uma declaração de amor é sempre louvável, por mais maluca e incompreensível que ela possa parecer. Então, o que pensar de uma cujo mote é: nosso amor é esquizofrênico? Chocante à primeira audição, eu sei. Mas essa simples frase esconde nela uma simbologia tão significante que não pode ser analisada pura e simplesmente sob o aspecto literal e científico. Até porque quando o assunto é amor nada faz muito sentido.
Porque um amor esquizofrênico é um amor que se contradiz, mas é puro e verdadeiro. É um amor fantástico, que é tudo ao mesmo tempo: sagrado e profano, intenso e suave, lascivo e casto, de amigo e de amante, repentino e planejado, livre e apegado, musical e silencioso, e que se faz de erros e acertos.
Um amor esquizofrênico te causa delírios, te deixa catatônico e te faz acreditar em coisas que nunca imaginasse existir! E que talvez nem mesmo existam - podem ser um sonho -, mas são tornadas realidade diante desse sentimento que te toma por inteiro.

Muitos gênios eram esquizofrênicos, mas poucos amores o são. Porque um amor esquizofrênico é aquele que te enlouquece, que te faz ser quem nunca fosse...te faz ser louco de amor!

Eu entendo o que é um amor esquizofrênico.

Térence Veras

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